Era uma vez
_Vá e não olhe para trás...Anda!
Repetia a frase com raiva.
Sabia que era definitivo.
O presente não se estenderia,
sem promessas nem sorrisos.
Como viver sem o riso daquela
boca?
Como não mais beijar as
maçãs que nasciam naquele rosto,
vermelhas de timidez pelas carícias
mais ousadas?
Perdido naqueles olhos escuros,
puro encantamento. Escuridão que
onde habitava os sonhos secretos.
Viu-a partir e caiu ao chão, gritando
de dor e agonia.
Insepulto corpo que definhou por
séculos sem que os abrutes o quisessem.
Ela anda por aí, incorporada em flor,
vesttida de preto, rosa negra que padeceu
de amor!


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